Ela dorme.

Entras devagar no nevoeiro doce em que ela respira. Ela dorme.
Transferes o centro do teu mundo em silêncio. Ela dorme. Ela dorme o sono inteiro e salgado dos meninos da ria.
Tu nunca mais dormirás assim. Não enquanto existas já fora dos bancos de neblina, do outro lado de quem ainda não atravessou as correntes, conduzindo a marcha: primeiro, ensinando a navegar, depois, observando o reflexo prata que assenta na água.
Ela dorme. Tu nunca mais dormirás assim.

Minês

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s